
De fato, todas as coisas se movem no mais íntimo do vosso ser,
num constante semi-abraço, tanto as desejadas quanto as temidas,
as repugnantes e as tentadoras, aquelas que buscais como aquelas de que fugis.
Sereis livres de fato
não quando os vossos dias
decorrerem sem cuidados
e as vossas noites sem desejos
e sem fadigas,
mas antes quando todas essas coisas cercarem a vossa vida
e vos elevardes acima delas,
nus e libertos.
E se quereis dissipar o medo, a sede desse medo é o vosso coração e não o que vos assusta.

